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O centenário de Fidel

EQUIPE TESTEMUNHA OCULAR

Fidel Castro tinha 32 anos quando veio ao Brasil pela primeira vez, no dia 29 de abril de 1959, menos de quatro meses depois de assumir o poder em Cuba, após descer com seus guerrilheiros a cordilheira de Sierra Maestra e depor o ditador Fulgencio Batista, em 1º de janeiro. A visita aconteceu como agradecimento ao presidente Juscelino Kubitschek, que havia reconhecido oficialmente o novo governo cubano poucos dias depois da vitória da revolução.

Fidel, que completaria cem anos neste dia 13 de agosto de 2026, viria outras 11 vezes ao Brasil, entre conferências internacionais, escalas técnicas e cerimônias de posses presidenciais. Alguns dessas viagens foram registradas pelos fotógrafos dos Diários Associados e de outros veículos, como se pode ver nas imagens desta matéria.

Nessa visita inicial, à frente de uma comitiva de 50 pessoas, Fidel Castro pretendia vir primeiro ao Rio, mas um acidente na pista do Aeroporto do Galeão fez com que o líder cubano desembarcasse no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde passou quatorze horas.

Fidel chega ao Aeroporto de Congonhas, São Paulo, a bordo do Britânia, das Linhas Aéreas Cubanas. 30/4/1959. Diário da Noite

De lá, acabou seguindo para Brasília, ainda em obras, a convite de JK. Em conversa com o arquiteto Oscar Niemeyer disse que ele seria o único brasileiro do século 20 a ser lembrado após três mil anos.

Fidel chega a Brasília. Ao lado, o presidente JK. Foto de Marcel Gautherot. 30/4/1959.

‘Dragões da Independência’

Só depois é que foi cumprir uma agenda intensa no Rio. Na então capital federal, o primeiro dia começou com uma ida ao Batalhão de Guardas, onde se encontrou com o ministro da Guerra, marechal Teixeira Lott. A foto publicada em O Jornal, dos Diários Associados, traz a legenda: “Dragões da Independência exibem-se para Fidel Castro – O primeiro ministro cubano e parte de sua comitiva estiveram ontem pela manhã em visita ao Batalhão de Guardas (‘Dragões da Independência’) aquartelado à Avenida Pedro II, em São Cristóvão. Os visitantes foram recebidos pelo coronel Paulo Duarte de Queiroz, comandante do batalhão, achando-se também presente o general Ururahy de Magalhães, chefe do Estado Maior do I Exército.”

O texto continua: “Da sacada do Salão Nobre para o pátio interno, Fidel Castro e seus companheiros assistiram às manifestações de adestramento da tropa (900 homens), que em menos de nove minutos trocou de uniforme e se pôs em movimento, armada e municiada, sobre viaturas de guerra. Depois houve o desfile pela Avenida Pedro II. Fidel Castro queria conhecer um corpo de elite do Exército e foi escolhido, então, o chamado Batalhão do Imperador. No livro de impressões, o chefe da Revolução Cubana frisou o entusiasmo que lhe causaram a marcialidade e disciplina demostradas pelos Dragões da Independência.”

Fidel no Batalhão de Guardas. Arquivo Diários Associados. 6/5/1959

Brasil, irmão maior

Em seguida, no Palácio Guanabara, então sede do governo federal, Fidel almoçou, entre outras autoridades, com JK, o chanceler Negrão de Lima, o vice-presidente João Goulart, os senadores Filinto Müller e Benedito Valadares, o embaixador do Brasil em Cuba, Vasco Leitão da Cunha, o embaixador cubano no país, Rafael Garcia Bárcena, o deputado Cid Carvalho e o ministro Aluísio Napoleão.

Durante a recepção, JK elogiou o discurso de Fidel no Comitê dos 21, que reuniu lideranças de países latino-americanos. Fidel havia se referido ao Brasil como um “irmão maior” e apoiado a Operação Pan-Americana (OPA) proposta pelo presidente JK para promover o desenvolvimento dos países da região. JK disse que Fidel “deu um impulso notável à Operação Pan-Americana”. Ao fim do almoço, o cubano elogiou o vatapá servido aos convidados e ofereceu um charuto Havana ao presidente brasileiro. Segundo o jornal O Globo, mesmo sem jeito Juscelino deu algumas tragadas, confessando que era a primeira vez que fumava charuto. O dia foi tão agitado que o jornal publicou no título da reportagem do dia 7 de maio a frase: “Fidel Castro revive no Rio os cansaços de Sierra Maestra”.

Ao longo da visita ao Rio, ele também se encontrou com o jornalista e deputado federal Carlos Lacerda, dono da Tribuna da Imprensa. Num jantar com políticos e empresários brasileiros conheceu o prefeito de São Paulo, Adhemar de Barros, famoso pelo lema “rouba, mas faz”. Adhemar reclamou do fuzilamento dos principais dirigentes do antigo regime pelos revolucionários, o “paredón”. Sem saber da má fama do político, Fidel respondeu: “Estamos fuzilando só os grandes ladrões de dinheiro público!”. Adhemar teria saído reclamando que Fidel era um “Jânio Quadros sanguinário”.

‘We like Fidel’

Outro momento de destaque da vinda ao Rio foi o discurso que fez, durante duas horas e dez minutos, num comício realizado na Esplanada do Castelo, no Centro, organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE). O premiê cubano contou as razões que inspiraram o Movimento 26 de Julho, dos guerrilheiros de Sierra Maestra, entre eles Che Guevara e Camilo Cienfuegos. O comandante em chefe se deparou com uma gigantesca faixa pintada pelos estudantes com seu rosto e a frase: “We like Fidel!” (“Nós gostamos de Fidel!”). Era uma referência à visita oficial feita, semanas antes, pelo presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower. A embaixada dos EUA havia colocado em centenas de postes no Rio a foto do visitante e o título: “We like Ike!” (“Nós gostamos de Ike!”). Ike era o apelido de Eisenhower.

No hotel Excelsior, em Copacabana, onde ficou com sua comitiva, Fidel recebeu artistas do rádio e da TV, como Ivon Curi e Angela Maria, que cantaram algumas de suas músicas. O comandante gostou do “sarau” e pediu bis.

Fidel concordou em participar do programa “Esta é a sua vida” – o campeão de audiência da recém-criada TV Tupi, apresentado por Jota Silvestre. O programa semanal, exibido em horário nobre, trazia sempre um perfil do convidado entremeado por cenas de sua vida e perguntas feitas de improviso, ao vivo. Foi com exclusividade que Fidel tornou público um texto em que o escritor norte-americano Ernest Hemingway lhe escreveu: “Tenho grande confiança na revolução de Castro porque ela tem o apoio do povo cubano. Acredito em sua causa, Cuba tem sido boa para mim (…) Vivi e trabalhei ali.”

Fidel no programa “Esta é a sua vida”, da TV Tupi, entrevistado por Carlos Frias. 6/5/1959. O Jornal

Brasil, líder contra o subdesenvolvimento

Em artigo publicado no portal Revista da História, o historiador Vitor Bemvindo, da Uerj, escreveu: “No Rio, (Fidel) teve uma agenda digna de grandes chefes de Estado”. Trocou charutos com Kubitschek e enalteceu o papel do Brasil para o continente. “Em entrevista coletiva na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o comandante cubano reforçou a imagem: ‘Cabe ao Brasil a posição de líder na luta dos povos latino-americanos contra o subdesenvolvimento’.”

O Jornal, dos Diários Associados, trazia uma foto de Fidel (veja abaixo) se despedindo do Brasil, após uma semana no país. A legenda dizia: “O adeus de Fidel Castro – Nossa objetiva fixou ontem, no Aeroporto do Galeão, o adeus de Fidel Castro à terra brasileira. Durante três dias, a presença do líder dos revolucionários cubanos e de seu séquito de ‘barbudos’ foi um acontecimento na cidade a despertar simpática curiosidade em toda parte.”

O texto da legenda continuava: “O herói de Sierra Maestra teve um programa movimentado: falou na TV Tupi, deu entrevista na ABI, discursou em comício e comeu vatapá com o presidente Kubitschek, sempre loquaz e exuberante. Entre outras coisas, afirmou que havia ‘descoberto’ o Brasil. E depois de ter explicado, em todos os detalhes e minúcias, os objetivos da revolução, regressou a Havana, onde o esperam hoje grandes homenagens de seus correligionários.”

No Aeroporto do Galeão, Fidel dá adeus ao embarcar de volta a Havana. O Jornal. 8/5/1959

Sem temer a prisão

Fidel tinha 26 anos quando comandou o ataque frustrado ao quartel Moncada de Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, para tentar depor o general Fulgencio Batista, que havia dado um golpe militar em 10 de março de 1952. Detido, fez sua própria defesa, dizendo num trecho: “Sei que a prisão será dura como nunca foi para ninguém, cheia de ameaças, de enfurecimento ruim e covarde, mas não a temo, como não temo a fúria do tirano miserável que arrancou a vida de 70 dos meus irmãos. Condene-me, não importa, a história me absolverá.” Condenado, passou 76 dias preso numa cela solitária. Foi libertado graças a uma anistia e partiu para o exílio no México. Lá, acabou detido.

A agência United Press publicou uma foto (que pode ser vista mais abaixo) que mostra Fidel deitado, com olhar desafiador. A legenda diz: “O líder da revolta cubana, Fidel Castro Ruiz, repousa na sede do Departamento de Imigração, após sua detenção pelas autoridades mexicanas, que o acusaram de treinar soldados que pouco depois desembarcariam na costa cubana.” Fidel Castro foi posto em liberdade sob fiança a 7 de dezembro de 1956. Até que comandou a tomada de poder em Cuba em janeiro de 1959.

Fidel Castro e Camilo Cienfuegos (ao centro, de barba) no discurso de chegada do exército revolucionário do Movimento 26 de Julho a Havana. Um pomba branca pousa em seu ombro. Cuba, 8/1/1959. Foto de Luciano Carneiro

Desconfiança americana

A vinda de Fidel ao Brasil quatro meses depois de assumir o poder fazia parte de um giro de 25 dias por países das Américas, com o objetivo de apresentar os planos da vitoriosa Revolução Cubana, além de atrair apoios de governos da região. Antes da chegada ao Rio, ele realizou comício para cerca de 35 mil pessoas no Central Park em Nova Iorque. Em Washington, posou para fotos em frente ao Capitólio. Ele também foi recebido por Richard Nixon, então vice-presidente no governo de Eisenhower, para uma reunião a portas fechadas.

A visita foi cercada de desconfiança por parte do governo americano, preocupado com a retórica castrista, que anunciara a decisão de nacionalizar fábricas e propriedades agrárias controladas pelos americanos – os EUA acabariam rompendo relações diplomáticas com Cuba menos de dois anos depois, em janeiro de 1961.

A escalada da tensão levaria à invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961, quando um exército de exilados cubanos, com apoio de forças aéreas e navais dos Estados Unidos, entrou na ilha para destituir Fidel. Os contra-revolucionários foram derrotados. No mês seguinte, Fidel se eternizou no poder ao proibir eleições em Cuba. Em novembro, o governo americano do presidente Kennedy decretou um embargo comercial total contra o país – antes disso já havia um embargo que excluía alimentos e remédios.

O auge do conflito se deu no ano seguinte, com a descoberta de mísseis nucleares soviéticos em Cuba. O pequeno país virou peça central na Guerra Fria entre as duas superpotências. A ameaça de uma guerra nuclear se dissipou quando o líder russo Nikita Khrushchev concordou em desmobilizar todos os mísseis. Mas o apoio à ilha caribenha permaneceu até o fim da União Soviética em 1991. Desde então, sem seu principal apoiador, os cubanos começaram a enfrentar privações.

Fidel é recebido em Moscou pelo líder do PC, Leonid Brezhnev. À direita, de chapéu, está o presidente soviético, Nikolai Podgorny. Agência Tass. 26/6/1972

Posse de Collor

Fidel – que morreu aos 90 anos, no dia 25 de novembro de 2016 – levaria 31 anos para repetir a visita ao Brasil. Existia uma razão para isso. Após o golpe militar de 1964, o governo brasileiro havia rompido relações diplomáticas com Cuba. A situação só se normalizou em 1986, com José Sarney na presidência, quando o país já havia reconquistado a democracia. Fidel voltou em março de 1990 justamente para a posse de Fernando Collor de Mello, primeiro presidente eleito pelo povo desde 1960.

Ele se reuniu com cerca de 100 líderes de nove partidos, de movimentos de esquerda e de duas centrais sindicais no Centro de Convenções Anhembi. Esteve também com Luiza Erundina, prefeita de São Paulo, e Eduardo Suplicy, presidente da Câmara dos Vereadores da cidade.

Também visitou a sede da CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil), quando se reuniu com mais de 1,3 mil religiosos e militantes das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) de vários estados brasileiros. A reunião foi presidida, entre outros, pelo padre franciscano Leonardo Boff e por Frei Betto.

Teve encontro no Memorial da América Latina com o arquiteto Oscar Niemeyer, o antropólogo Darcy Ribeiro e o escritor Fernando Morais, bem como participou da cerimônia de condecoração do antropólogo e indigenista Orlando Villas Boas. E se reuniu com artistas e intelectuais como o jornalista e escritor Antonio Callado e o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda. Na ocasião, Callado leu uma mensagem de apoio a Fidel, assinada por 300 artistas e formadores de opinião brasileiros. Durante o encontro, Fidel disse: “Se a Revolução fosse derrotada em Cuba, a independência de nosso país desapareceria. Revolução, independência e soberania são inseparáveis em Cuba”.

Fidel e seu inseparável charuto. 5/1/1961. Diários Associados

‘Que desapareça a fome, não o homem’

Dois anos depois, ele retornou ao país para participar da Rio-92, a conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e o desenvolvimento, que reuniu 108 chefes de estado. No evento, Fidel discursou sobre exclusão social e sustentabilidade. A certa altura, disse: “Uma importante espécie biológica está em risco de desaparecer pela rápida e progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem. Peço aos países desenvolvidos que mudem seu comportamento consumista, a principal causa histórica da degradação ambiental. A solução não pode ser impedir o desenvolvimento daqueles que mais precisam (…) Chega de transferir para o Terceiro Mundo estilos de vida e hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente (…) Que se utilize toda a ciência necessária para o desenvolvimento sem contaminação (…) Que desapareça a fome, não o homem”.

Ao se encontrar com o governador Leonel Brizola, assinou um acordo de cooperação e transferência de tecnologia que permitiu oferecer tratamento a 6,5 mil crianças brasileiras afetadas pela contaminação radioativa do Césio 137, em Goiás. E se encontrou com uma das vítimas, Terezinha Nunes.

No ano seguinte, Fidel foi recebido pelo presidente Itamar Franco e marcou presença na Cúpula Ibero-Americana realizada em Salvador, na Bahia. Em reunião com a prefeita de Salvador, Lídice da Mata, conversou sobre as contribuições que Salvador poderia fazer a Cuba no campo da biotecnologia. Ele voltaria à capital baiana em 1998.

Antes disso, em 1995, prestigiou a posse do presidente Fernando Henrique Cardoso. Três anos mais tarde, Fidel voltou a Brasília para visitar FH, então candidato à reeleição, e seu adversário nas urnas, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

Defesa da soberania

Em junho de 1999, novo encontro com Fernando Henrique durante a Cúpula América Latina, Caribe e União Europa, um fórum de diálogo político entre as nações, realizada no Rio. Em seu discurso, disse: “Defenderemos a soberania como algo sagrado enquanto houver alguns muito poderosos e outros muito fracos; enquanto todos não estiverem dispostos a renunciar a ela em nome de uma soberania mais universal (…) É urgente demolir o sistema financeiro estabelecido até suas fundações e criar outro verdadeiramente honesto, democrático, equitativo e humano que ajude a erradicar a pobreza e a salvar o mundo (…) Estamos dispostos a receber da Europa cooperação sem condições e uma solidariedade com liberdade.”

Aos 72 anos, Fidel cumpriu uma agenda extensa em sua vinda ao estado. No morro do Palácio, em Niterói, inaugurou um posto do programa Médico de Família, orientado por cubanos. Depois, discursou no Museu de Arte Contemporânea, onde repetiu três vezes o mote histórico “Venceremos”. Ele recebeu a medalha Arariboia das mãos de Niemeyer.

Mais tarde, deu entrevistas e almoçou com empresários, entre eles Benjamin Steinbruch, da Vale do Rio Doce e da Companhia Siderúrgica Nacional. Fidel convidou os empresários para investir em Cuba e teve a confirmação de que a fabricante de cigarros Souza Cruz estudava elevar o investimento (US$ 25 milhões) que já tinha na ilha. À noite, ele deu uma palestra para estudantes da Uerj sobre “Globalização como causa de exclusão social”. Antes de seguir para Havana, fez escala em Belo Horizonte.

Em 2001, Fidel se encontrou com os colegas Fernando Henrique e Hugo Chávez. Fidel estava na Venezuela, e acompanhou Chávez quando ele esteve com FH para firmar um acordo de criação de uma rede de transmissão de energia elétrica na fronteira dos dois países. Em seu discurso, Chávez homenageou o cubano: “Te damos a interconexão elétrica como presente por tua luta de integração da América Latina.”

A última visita de Fidel ao Brasil ocorreu no início de 2003, na primeira cerimônia de posse de Lula na presidência.

Incertezas

Fidel sairia do poder três anos depois. No dia 31 de julho de 2006, anunciou que deixaria temporariamente a presidência por motivos de saúde. Ele tinha se submetido a uma operação. O irmão dele, Raúl, assumiu em seu lugar. Em 19 de fevereiro de 2008, o comandante da Revolução Cubana anunciou sua renúncia definitiva à presidência, após 49 anos desde o movimento de Sierra Maestra.

Desde então, o governo cubano passou por altos e baixos na sua relação com os Estados Unidos – o momento mais delicado é o atual, sob a presidência de Donald Trump, que recrudesceu o embargo norte-americano e o bloqueio de petróleo. As pressões à ilha têm provocado apagões constantes e escassez de combustível, de alimentos e de água, e causado incertezas, como o medo de uma invasão americana.

A seguir, mais fotos de Fidel Castro:

Fidel desembarca no Rio. O Jornal. 6/5/1959
Fidel almoça no Palácio Laranjeiras com o presidente JK
Fidel em visita ao Batalhão de Guardas. O Jornal. 7/5/1959
Fidel e JK visitam as obras de Brasília. 8/5/1959. Arquivo Diários Associados
Fidel dá entrevista para a TV Tupi. Diários Associados. 8/5/1959
Fidel foi detido no México, acusado de treinar soldados. 7/12/1956. Agência United Press. Arquivo Diário da Noite.
Fidel em fevereiro de 1959, pouco depois da deposição do ditador Fulgencio Batista
Ao lado de seu médico, Fidel está sendo submetido a rigoroso tratamento, para se recuperar da febre que o atacou. E foi em seu quarto de doente, em Havana, que o Diário da Noite o fotografou. 18/7/1960
Fidel se encontra com o então governador do Rio Leonel Brizola no Palácio Guanabara. 12/6/1992. Foto de Almir Lobo.