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fotógrafos IMS

CustCoimbra

Custodio Coimbra

Rio de Janeiro, RJ, 1954
EQUIPE COORDENADORIA DE FOTOGRAFIA DO IMS
Custodio Coimbra. Um craque. Um carioca da gema, nascido e criado em Quintino Bocaiuva, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. É apaixonado pela cidade – por sua paisagem, por sua natureza, por sua gente, por sua exuberância e contrastes. Observador atento do cotidiano, confirma a vocação exibicionista da cidade, percebida, desde o século XIX, por fotógrafos como Marc Ferrez (1843 – 1923) e Juan Gutierrez (c. 1860 – 1897).

É autor de imagens icônicas tanto da beleza como do caos carioca. A metrópole é sua musa, sua fonte de inspiração. Ele é um poeta do fotojornalismo, que é uma espécie de ponte entre o fato e o leitor. Mas não fotografa apenas o fato – ele fotografa, com vontade e gosto, a história da cidade. É seu cúmplice. Seu olhar, lírico, acompanha seu rigor estético. Suas imagens também possuem conteúdo social e valor documental. Autodidata, é um dos mais destacados cronistas visuais do Rio de Janeiro. Fotografa em preto e branco e em cores – é um colorista de um bom gosto apuradíssimo.

Seu interesse pela fotografia começou quando tinha cerca de 11 anos e começou a frequentar fotoclubes com os irmãos. Seu primeiro trabalho como fotógrafo na grande imprensa foi no jornal Última Hora, onde ficou entre 1982 e 1984. Ainda em 1984, foi contratado pelo Jornal do Brasil e está no jornal O Globo desde 1989.

Durante sua longa carreira, fotografou para todas as editorias. Registrou diversas campanhas presidenciais desde 1989, vários eventos esportivos, dentre eles a Copa do Mundo de 1990 na Itália; e visitas de chefes de Estado e de personalidades internacionais ao Brasil, dentre elas a do Dalai Lama (1935-), de Henry Kissinger (1923-), de Fidel Castro (1926 – 2016), de Jacques Chirac (1932 – 2019), de Leonard Bernstein (1918 – 2021), de Mikhail Gorbachev (1931-) e de Ronald Reagan (1911 – 2004). Também estão representados em sua obra fotográfica as crianças de rua e outros aspectos sociais do Rio de Janeiro, as baianas rodando na Sapucaí, cenas do carnaval carioca, jogos de futebol, as arquibancadas do Maracanã, a violência urbana e fotos ligadas à questão do meio ambiente. Essa diversidade é própria do dia a dia de um fotojornalista, que não conhece rotina. Cada dia traz uma nova pauta, uma surpresa.

Acompanha, desde meados da década de 90, o biólogo Mario Moscatelli em blitzes aéreas ambientais trimestrais pela zona costeira do Rio de Janeiro. Custodio morre de medo de água, mas com altura não tem nenhum problema. Já produziu fotos aéreas pulando de asa delta, voando de helicóptero, de planador, de dirigível e até de parapente. Nesse tipo de fotografia que, pelo fato de o fotógrafo estar em movimento, nunca se repete, ele escolhe fotografar o mais perpendicular possível, juntando todos os elementos em um único plano, chapando a imagem, o que faz a foto parecer um mapa, um desenho, muitas vezes abstrato.

Participou de diversas exposições de fotografia e foi o fotógrafo de alguns livros, dentre eles “Rio de Cantos 1000” (2009) e “Guanabara, espelhos do Rio” (2016), ambos em parceria com sua mulher, a jornalista Cristina Chacel (1959 – 2020). Ganhou prêmios como uma Menção Honrosa no IV Prêmio Vladimir Herzog, em 1994; e o Prêmio Esso de Contribuição à Imprensa pela série “Retratos do Rio”, de 10 cadernos, publicada, entre 24 de março e 26 de maio de 2001, em O Globo, com fotos de sua autoria.

Tem mais de 1,2 milhão de fotografias guardadas em sua casa, entre PB, negativos e cromos, registros documentais para outras gerações. São imagens da natureza, do futebol e de outros esportes, de questões ligadas aos transportes, à saúde, à situação dos menores de rua, de políticos e de eventos culturais.
Boto na Baía de Guanabara. Rio de Janeiro, RJ, 28/4/2015